Amapá Em Dia
   
 
 

  Histórico

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 Lúcio Flávio Pinto
 Política
 Jornalismo
 Literatura
 Cultura
 Pesquisa
 Política
 Jornalismo
 Política
 Jornalismo
 Cinema
 Publicidade
 Política
 Religião
 Cinema
 Ecologia
 Futebol
 Humor 1
 Humor 2
 Correa Neto
 Televisão
 Jornalismo
 Menores de Rua
 Ciência Política
 Música
 Livros Grátis
 Bonfim Salgado
 Humor 3
 Capas de Jornais
 Agência de Notícias da Amazônia
 Norte das Águas
 Câmara Federal
 Alcilene Cavalcante
 Jara Dias
 Bar do Abreu
 Luciana Capiberibe
 Fernando Canto




 

 
 

 

O futuro do Amapá está comprometido

Escolas sem merenda prejudicam desempenho de alunos

 

 

O governo Waldez Góes anda cabeceando o vento na tentativa de explicar a falta de merenda escolar no sistema público de ensino. O próprio secretário da Educação, José Adauto Santos Bitencourt, precisou de muita aspirina para curar-se da tremenda dor de cabeça após declarar, em entrevista à TV Amapá, que o problema datava de 1999. Ou seja, no entender do secretário, a atual falta de merenda nas escolas ainda é responsabilidade do governo João Alberto Capiberibe.

Para o deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB/AP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Amapá, trata-se de absurdo monumental um secretário da Educação justificar tamanha ineficiência atribuindo a gestões passadas os erros do presente. Ao fazer tal afirmação, avalia o parlamentar, Adauto Bitencourt simplesmente confessou que nos últimos seis anos e meio o governo Waldez Góes foi - e está sendo - incapaz de suprir as escolas públicas com merenda de qualidade.

Na verdade, o problema torna-se mais grave com o enfraquecimento político do secretário da Educação. E não é por falta de avisos. Em 12 de setembro de 2007, Camilo Capiberibe fez graves denúncias no plenário da AL sobre superfaturamento na aquisição da merenda escolar. E o pior de tudo: estavam utilizando produtos de qualidade duvidosa no preparo da merenda consumidas pelas centenas de crianças e adolescentes do Amapá.

Naquela manhã, Camilo Capiberibe foi o primeiro a entrar no plenário da Assembléia Legislativa. Transportava dois sacos plásticos contendo pacotes de bolachas e macarrão, além de uma lata com almôndegas Bordon. Iniciou o pronunciamento de 15 minutos com uma frase que foi um verdadeiro jab na bancada governista, na ocasião representado pelo ex-deputado e atual prefeito de Macapá, Roberto Góes (PDT). "Estamos diante de um descalabro", disse ele, "que vem prejudicando consideravelmente o futuro de uma geração de amapaenses. Os produtos usados na merenda escolar de nossa rede pública de ensino é de péssima qualidade e é adquirido a preços superfaturados."

 

SEED: Fonte de corrupção

Desde o ano passado, a Secretaria de Estado da Educação (SEED) vem ocupando espaços cada vez mais generosos no noticiário policial. Suspeito de malfeitorias em licitações para contratação de empresas de vigilância privada, Adauto Bitencourt equilibra-se com grandes dificuldades na maromba que escolheu para continuar como secretário da Educação. A questão é que nos últimos seis meses, Bitencourt se tornou exímio colecionador de escândalos e parece, pelo cenário atual, que pretende contra-atacar os desafetos recém-conquistados.

Um deles é o deputado estadual Moisés Sousa (PSC/AP), até recentemente destacado personagem da bancada situacionista no plenário do legislativo estadual. Numa virada surpreendente, Sousa abandonou as hostes governistas para dedicar-se, em tempo integral, a fustigar os fundilhos de Waldez Góes, reservando as lambadas mais vigorosas para as costas de Bitencourt.

Declarada a guerra, o social-cristão escolheu como calvário carregar diariamente debaixo dos braços maçarocas de documentos contra o prócer de Waldez na Educação do Estado. A papelada contém dados sobre supostos envolvimentos de Adauto Bitencourt em negociatas com empresários do ramo da segurança privada. Além de DVD's gravados com as declarações do ex-assessor jurídico da SEED, Jean Carlo Albuquerque Brazão, filho do ex-reitor da Universidade Federal do Amapá (Unifap), João Brazão Neto, e com Luciano Marba, sobre esquemas de corrupção montados nas entranhas da secretaria da Educação.

 

A falta de merenda nas escolas

é resultado de desvios vultosos

Fala-se em R$ 200 milhões o montante desviado dos cofres da SEED ao longo de seis anos. A estimativa, no entanto, pode alcançar níveis estratosféricos se for comparado o padrão de vida que os principais suspeitos levavam antes de 2003 com o atualmente ostentado por eles. O próprio secretário da Educação, que já foi presidente da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), é proprietário de uma mansão avaliada em R$ 450 mil. O imóvel foi construído entre 2006 e 2007.

O empresário Carlos Humberto Pereira Montenegro, acusado pela PF de ser o principal operador do intrincado esquema de sangria dos cofres da SEED, é até agora o único figurão do governo Waldez Góes que continua preso. Oficialmente, é acusado de desviar verbas federais do Fundo de Desenvolvimento e Valorização do Magistério (Fundef), sonegação de impostos, apropriação indébita previdenciária, falsidade de documentos públicos em contratos de prestação de serviços de vigilância e, o principal deles, homicídio.

Entretanto, na lista recentemente divulgada pela ministra do Supremo Tribunal Federal, Laurita Vaz, julgadora do pedido de liminar feito pelos advogados de defesa do empresário, não consta que a Serpol, empresa de vigilância de Montenegro, pontificou por seis anos ininterruptos na SEED, assegurada que foi por licitações fraudulentas armadas convenientemente por funcionários de alta patente.

Carlos Montenegro, que até 2003 era um homem de posses modestas, rapidamente acumulou uma fortuna considerável. Era proprietário de vários carros importados, com os quais desfilava pelas esburacadas ruas de Macapá, sempre acompanhado por belas modelos. Comprou imóveis em diversas capitais, adquiriu fazendas, galpões e estava construindo um hotel ecológico quando foi preso em Brasília (DF). Todo esse impressionante patrimônio foi sequestrado pela Justiça Federal em atendimento a mandatos de busca e apreensão.

 

Interesses contrariados

Ao tomar posse na Secretaria de Estado de Educação (SEED), em janeiro de 2003, a professora Maria Vitória da Costa Chagas estabeleceu metas que pretendiam dinamizar os ensinos fundamental e média no Amapá. Por 12 meses, empenhou-se em implantar as reformas mínimas que considerava necessárias para alavancar a qualidade da Educação no Estado. Contudo, quanto mais insistia em adotar modelos diferenciados dos até então adotados, sem perceber entrava em rota de colisão com poderosos grupos instalados dentro da Secretaria da Educação.

Nas eleições municipais de 2004, Vitória Chagas foi várias vezes chamada ao Palácio do Setentrião para ser admoestada a disponibilizar a "máquina" da SEED à favor da candidatura do então ex-secretário da Saúde, Sebastião Rocha, o "Bala". Alheia ao complexo jogo político desenhado nos subterrâneos do governo Waldez Góes, a secretária cedeu mas não se dedicou como deveria à campanha eleitoral de "Bala". Por conta dessa postura dúbia, começou a ser "fritada" em óleo morno pelos "notáveis" do Palácio do Setentrião.

Na reforma politico-administrativa anunciada pelo governador logo após a humilhante derrota de "Bala" (ficou em quarto lugar entre os mais votados), apareceu em destaque o nome de Vitória Chagas, que deveria ser sucedida por outra professora, Conceição Medeiros, mais afinada com o Setentrião. Conceição, no entanto, declinou do convite alegando compromissos pessoais inadiáveis. Na verdade, segundo confidenciaram amigos de Conceição, os motivos foram bem outros. Ela percebeu na SEED uma nau que atravessava furiosa tempestade com riscos de naufrágio iminente.

 

 

Mais de 200 mil estudantes são

vítimas do governo Waldez Góes

O número de estudantes prejudicados pela ineficiência do governo estadual em assegurar a eles o direito à merenda escolar impressiona. Segundo o Censo Escolar da Educação Básica 2007, publicado no Diário Oficial da União de 10 de janeiro de 2008, o Amapá apresentava 223.548 alunos matriculados em instituições federais, municipais, estaduais e privadas (informações disponíveis no site http://www.inep.gov.br/imprensa/noticias/censo/escolar/news08_01.htm). Somando apenas os alunos matriculados nas instituições municipais e estaduais, obtém-se o total de 203.573 alunos.

Exatamente 203.573 crianças e adolescentes amapaenses estão sendo diretamente afetados pela falta de merenda escolar nos estabelecimentos de ensino básico do Estado. Uma geração inteira de meninos e meninas que não estão recebendo o apoio devido para o desenvolvimento contínuo de seus estudos. E a responsabilidade de tudo isso, na opinião do deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB/AP), é do governo Waldez Góes que permitiu a falência da Educação básica no Estado provocada, principalmente, pela corrupção em escala crescente que ainda grassa na Secretaria de Estado da Educação (SEED).

De acordo com os números levantados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no Brasil de um ano e meio atrás estavam matriculados 52.969.456 estudantes na Educação Básica, sendo que 46.610.710 em escolas públicas e 6.358.746 em escolas privadas. As redes municipais abrigavam a maior parte dos alunos, com 24.516.221 matriculados.

 

 

Contratos administrativos

começam a ser investigados

 

A farra dos contratados administrativos no governo estadual começa a entrar na sua fase de rebordosa. Reconhecidos instrumentos de barganha eleitoral nas eleições de 2006 e 2008, que culminaram com a reeleição do governador ao segundo mandato, e dois anos depois, com a eleição do primo dele, Roberto Gós, para a Prefeitura de Macapá, começam a minar as colunas já carcomidas do Palácio do Setentrião e expõe a rapinagem deslavada antes mantida sob o manto da beatitude politico-administrativa constituída como bandeira da gestão Waldez Góes.

Deputado estadual e atual líder da bancada governista na Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, Keka Cantuária (PDT) está no meio desse novelo também acusado de contratações irregulares quando era secretário da Administração do governo Waldez Góes. Segundo o Ministério Público do Estado, Cantuária coordenou a manobra para garantir a conquista de uma cadeira no legislativo estadual, nas eleições gerais de 2006. Conforme estimativas projetadas no decorrer das investigações, foram 200 contratados administrativos capitaneados pelo parlamentar pedetista.

A história mais escabrosa a emergir do mar de irregularidades no governo de Waldez Góes saiu da Secretaria de Estado da Educação (SEED), leia-se José Adauto Santos Bitencourt. Conforme o deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB/AP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da AL, foram mais de 1.500 contratos administrativos preenchidos após as campanhas eleitorais de 2006 e 2008. "Boa parte desses contratados é cabo eleitoral profissional; os demais têm a incumbência, resultado de acordos prévios, de atuarem como cabos eleitorais em períodos eleitorais", assinalou o socialista em pronunciamento contundente feito no plenário da AL, durante sessão ordinária de segunda-feira, 8 de junho.

Apesar de portar um escândalo desse quilate no currículo, Adauto Bitencourt mantém a postura de gestor probo, aparentemente preocupado só com a Educação no Estado do Amapá. Tanto que procura responder, em tempo recorde, aos requerimentos remetidos a ele pela bancada oposicionista na Assembleia Legislativa. Foi assim com o ofício de número 0935/09, assinado por Camilo Capiberibe. O documento solicitava informações detalhadas sobre todos os contratos administrativos em andamento na SEED.

A resposta de Bitencourt veio a galope. Segundo afirma no ofício número 127/09, do gabinete do secretário, "(...) o quantitativo de contratos administrativos é de 1.497 professores". Em seguida, esclarece "(..) que serão convocados 654 concursados da lista de espera do concurso público realizado em 2005 (...)". Ora, raciocina Capiberibe, se o governo já sabia quais eram os aprovados no concurso realizado naquele ano, por que não fez a imediata convocação deles? "A resposta é simples: se convoca os concursados aprovados não sobrariam vagas para negociar na campanha eleitoral de 2006".

Agindo dessa forma, assinala o parlamentar, Waldez Góes cometeu diversos crimes de ordem administrativa. Dentre eles: estelionato eleitoral e prevaricação. No entendimento do socialista, são faltas gravíssimas cometidas pelo principal governante do Estado que precisam ser investigadas em toda a sua extensão e sopesado os malefícios que causaram à sociedade amapaense. "Foi um enorme crime de estelionato, pois, as pessoas aprovadas em concurso que aguardavam convocação para ocupação das vagas na SEED votaram no governador Waldez Góes, nas eleições de 2006. E os contratos administrativos, também. Além de outras ações escabrosas cometidas no calor da campanha eleitoral", reverberou ele.



Escrito por Editor Emanoel Reis às 13h39
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

 

GUGUGUGUGU...DÁDÁDÁDÁDÁ...

MANHÊÊÊ... QUERO SER JORNALISSSSSTA!!!!

É MELHOR QUE SER POLÍTICO...

 

 

Em Macapá, costuma-se chamar Jornalismo a opinião meia-sola ou unilateral em favor ou desfavor de alguém. Isso é comum nos programas matinais de rádio. Muda-se de emissora mas o besteirol é o mesmo. É gente dando opinião sobre tudo. Metendo o bedelho em qualquer angu. Tem até rodada de "entendidos" avaliando governos, desempenho de secretários, julgando ou condenando como verdadeiros inquisidores. E são chamados de "jornalistas".

Isso lembra a história do repórter fotográfico Jorge Nascimento, que trabalhou com o finado Silas Assis, pai do Silas JR, no Jornal Popular. Começo dos anos 1990. Certa vez, na redação do JP, ele contou que tinha tentado abrir um crediário numa das lojas Y.Yamada e não fora bem-sucedido "porque o salário que ganhava no jornal do 'Silão' não dava nem para comprar a palheta do ventilador".

O editor-chefe era o Paulo Carvalho. Outro fantasma que nem o Silas Assis. Carvalho ficou interessado na história do "Paquinha", apelido do JN. E o "Paquinha", gaiato como só ele, ao perceber o interesse do "Velho Paulo", se esmerou nos detalhes sórdidos.

- ...

- Quando chegou a minha vez, a atendente perguntou:

- Nome!...

- JORGE NASCIMENTO - respondi, bem alto.

- Profissão!

- JORNALISSSSTA!

- Trabalha onde?

- Jornal Popular...

- Como é? Não ouvi direito! Trabalha onde?

- Jornal Popular!... Mas, por favor, fale baixo...

Todos riram, menos o "seu" Silas que ouviu o fim da história do "Paquinha" no momento em que entrava na redação. Não gostou, mas engoliu. Fez igual ao Bill Clinton: fumou, mas não tragou.

Em Macapá, é desse jeito. Se alguém pergunta: Profissão? Logo o outro responde, ufanado de si: "JORNALISSSSSTA. O cara pode até exercer outra atividade profissional, ser professor, sociólogo, advogado, radialista, padre, pastor evangélico, mas a grande masturbação do momento no meio do mundo é ser chamado de JORNALISSSSSSTA. E os bajuladores e perebas de plantão fazem questão de taxar o sujeito de jornalista prá cá, jornalista prá lá. É asqueroso.

Tem neguinho que atua como colaborador nos periódicos locais com carteirinha (como diz o Luiz Melo) da FENAJ expedida pelo SINDJOR-AP. Nunca fez sequer uma hora de qualquer curso de Comunicação Social em qualquer universidade federal.

- Prá quê, rapá?... É tempo de serviço... Direito adquirido...

- Ahãããããã....

Só porque no passado remoto escreveu umas croniquetas, fez uma ou outra matéria para algum "de-vez-enquandário" acha-se no direito de ser JORNALISSSSSTA. E por tempo de serviço... Direito adquirido...

- Que tempo, meu? Que direito?

- Êêêêê.... rapá! É tempo... é direito... Tu não sabia, não?

- Qualé... Tu acha isso bonito?

Outra coisa interessante em Macapá é essa: qualquer um com dinheiro suficiente na conta bancária pode ter programa de rádio. E tem de tudo nas emissoras: desembargador, dono de empresa de vigilância privada, engenheiro, médico, advogado, economista... Político, então, nem se fala. É bicho besta. Dá no meio da canela.

Mas, essas aberrações cometidas contra o JORNALISMO ainda são suportáveis, embora não palatáveis. O pior de todas é quando o JORNALISMO vira instrumento de grupelhos para mascarar a informação com o intuito de prejudicar toda uma sociedade. Lamentável é quando fazem jornais, criam programas de rádio ou montam blogs/sites somente para deturpar, dissimular, ludibriar a opinião pública. E hoje, mais do que em tempos antanhos, maquiar a mentira para vendê-la como verdade garante lucros altíssimos. Por isso, é que muitos entraram nessa jogada com duas vertentes: SER JORNALISTA PICARETA ou SER JORNALISTA E PICARETA.



Escrito por Editor Emanoel Reis às 10h10
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

 

 

ESCÂNDALO NA FIEAP?

Não, nada disso! Apenas negócios... KKKKKKKKKKK!

 

 

 

A edição do jornal A Gazeta de domingo e segunda-feira, 7 e 8 de junho, esgotou em tempo recorde nas revistarias e panificadoras de Macapá. O único exemplar disponível foi encontrado numa banca, no bairro Santa Rita. Alcilene e o marido, Dias, além do sociólogo Fernando Canto, ficaram surpresos quando Dorimar anunciou que todos os exemplares do jornal do Silas Assis Júnior foram vendidos antes das 9 da matina.

Pelo teor explosivo da manchete "Escândalo na FIEAP - Telma Gurgel é indiciada por falsidade ideológica e estelionato" deduziu-se que aliados da presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amapá, Telma Lúcia de Azevedo Gurgel, saíram às ruas e compraram toda a edição dominical do tablóide.

Isso é comum em Macapá. Em setembro de 2005, uma edição dominical do Jornal do Dia foi às ruas com a seguinte manchete: "Capi é ovacionado em Macapá". "Capi" é o ex-senador João Alberto Capiberibe, que naquela ocasião enfrentava um duríssimo processo de cassação. No sábado à tarde, Capiberibe tinha desembarcado no aeroporto em meio a uma enorme manifestação de correligionários e militantes do PSB. E seguiu em passeata até a sede do partido, no bairro do Laguinho.

Antes das 9 horas da manhã daquele domingo, o jornal tinha desaparecido de todas as bancas de Macapá. Há quem afirme até hoje que desafetos políticos de Capiberibe foram os articuladores da inusitada operação.

Não há muita novidade no caso da Telma Gurgel. Pelo menos para quem conhece os personagens centrais da escabrosa história e já acompanha, há bastante tempo, o desenrolar do processo politico-administrativo dentro da FIEAP. Algumas pessoas sabiam que adversários dela agiam incansáveis nos bastidores, municiados com documentos e testemunhos de quem coadjuvou o suposto esquema. O objetivo é tirá-la da presidência da entidade.

Aliás, essa abriga de foice nos intestinos da FIEAP é antiga e já fez várias vítimas, inclusive vítimas fatais. Que o diga Rodolfo Juarez. O próprio ex-presidente da FIEAP Sinvaldo Brito, marido da deputada federal Fátima Pelaes, perdeu as contas de quantas vezes alvejou e foi alvejado nessas escaramuças intermináveis. Isais Mathias, que foi vice-presidente na gestão do Brito, e que segundo a Polícia Federal está enrolado até o pescoço na confusão da Telma, era o contendor mais feroz dentro da então "FIAP".

Mas o que surpreendeu mesmo foi a disposição do jornal do Silas Assis Júnior em "manchetar" a edição de domingo com Telma Gurgel. Logo a Telma que parecia tão parceira do Silas Assis Júnior.

- Rapaz, mas para quem já viu não só um, mas vários bois voando, a "porrada" de a Gazeta na Telma Gurgel tem outras explicações menos nobres. O revestimento jornalístico dado ao material não passa de mero verniz.

Há dois anos, os deputados Edinho Duarte, Dalto Martins e Jorge Amanajás não podiam nem ouvir o nome Silas Assis Júnior que ficavam com urticária. Tudo por causa de negócios malsucedidos durante a gestão de Silas Assis à frente da TV Record. Os três falavam mal do Silas e o Silas detonava os três no jornal dele.

Por vingança, Jorge Amanajás mandou suspender os recursos de publicidade que a Assembleia Legislativa do Amapá desaguava nos cofres de a Gazeta. Silas amargou uma tremenda vaca magra. Funcionários do jornal ficaram até três, quatro meses sem receber os respectivos salários. Quase ele cerra as portas da lojinha.

- É... mas o Silas Júnior é escolado...

Um clássico dessa época foi a denúncia que a Gazeta fez contra Edinho Duarte. Silas mostrou que o deputado tinha uma filha num possível relacionamento extraconjugal. E pior, que não sustentava a filha. Dizem que o Edinho ficou profundamente abalado. E queria se vingar da ofensa mandando vasculhar a vida pregressa do Silas Assis, em Belém do Pará.

Mais recentemente os quatro apareceram abraçados numa das "colunas sociais" de a Gazeta. Dalto, Silas, Jorge Amanajás e Edinho Duarte. Este último, com um tremendo sorriso de Monalisa na cara. Parecia ter esquecido a sova pública que levou do Silas.

Bem como os deputados citados, logo, logo a Telma Gurgel aparecerá ao lado do Silas Assis Júnior numa foto aberta em três colunas, com aquele sorrisão de quem acabou de se submeter a uma “ lipo” completa e saiu da clínica parecendo a Juliana Paes.

- É... meus e minhas... Nada pessoal, apenas negócios. Só negócios.



Escrito por Editor Emanoel Reis às 14h42
[] [envie esta mensagem
] []


 

 



Escrito por Editor Emanoel Reis às 14h21
[] [envie esta mensagem
] []


 

 
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]